Putz! Que coisa hem! O Nelsinho Piquet reconheceu em depoimento à FIA que bateu seu carro de propósito no GP de Cingapura do ano passado para favorecer o companheiro de equipe Fernando Alonso. O depoimento de Nelsinho foi conseqüência de uma denúncia feita pelo seu pai, Nelson Piquet, que resolveu jogar a merda no ventilador após a Renault ter demitido seu querido filho e pupilo.
No depoimento ele deu detalhes de como a batida foi programada para a volta 14. Até o local da batida foi pensado estrategicamente para ser distante de qualquer guindaste de remoção, o que atrasaria o andamento da corrida e favoreceria Alonso na ocasião. (Alonso estava em último e com a entrada do Safety Car pode vencer esse GP)
Isso me lembrou de quantas vezes o Rubinho pisou no freio, para atrapalhar os adversários ou para evitar uma vitória própria, para deixar as coisas mais fáceis para o heptacampeão mundial Michael Schumacher. Por mais que os brasileiros tenham desempenhado um papel realmente medíocre nessas ocasiões, os idealizadores dos atos foram os dirigentes das equipes. Parece que o ‘jeitinho brasileiro’ se fundiu ao ‘jeitinho italiano’ da Ferrari, ou então o ‘jeitinho francês’ da Renault. A somatória de todos esses ‘jeitinhos’ faz do esporte uma verdadeira marmelada!
Abaixo a íntegra da matéria do Esporte Espetacular esclarecendo o caso.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Vanusa e sua versão do Hino Nacional
É realmente lamentável. Confesso que num primeiro momento minha reação foi de dar risada, mas logo em seguida fiquei com muita vergonha. Fico imaginando como ela deve estar se sentindo agora. Pobre Vanusa, se apresentar nessas condições foi realmente um papelão, mesmo que isso tenha sido efeito de remédio (como ela diz) não é aconselhável para nenhum artista se expor dessa maneira.
Na internet há a informação de que ela pretende processar a imprensa por ter falado que, supostamente, a contora estaria bêbada durante sua interpretação do Hino Nacional. Eu acho é que ela deveria provar que essa língua enrolada aí é efeito de remédio. Caso não seja, nada mais justo do que o Ministério Público entrar com uma ação contra a cantora por tamanha falta de respeito ao Hino Brasileiro. Ainda bem que não tem mais os 'milicos' no poder, porque senão nem tinha mais Vanusa à essa altura.
Segue o material para apreciação e lamentação:
Na internet há a informação de que ela pretende processar a imprensa por ter falado que, supostamente, a contora estaria bêbada durante sua interpretação do Hino Nacional. Eu acho é que ela deveria provar que essa língua enrolada aí é efeito de remédio. Caso não seja, nada mais justo do que o Ministério Público entrar com uma ação contra a cantora por tamanha falta de respeito ao Hino Brasileiro. Ainda bem que não tem mais os 'milicos' no poder, porque senão nem tinha mais Vanusa à essa altura.
Segue o material para apreciação e lamentação:
Sabores:
Protestos
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Ah! Claro, me desculpe!
Ela não era das meninas mais interessantes que existem por aí, mas me chamou a atenção. Não sei se é por causa da quantidade de brincos que possui em diversas partes do rosto, ou pela tatuagem que sai debaixo daquela manga preta para colorir seu braço até o pulso, mas alguma comunicação se estabeleceu quando o meu olhar encontrou aquele belo par de íris azuis. Não estou viajando, foi mútuo. E o pior de tudo é que ela sabe disso. Afirmo com segurança por conta do sorriso que ela deixou escapar ao desviar seu olhar do meu. Só não entendo o porquê dessa situação. Sou muito mais velho do que ela. Tenho uma aliança dourada no dedo, uma esposa e três filhos me esperando em casa. Sem falar na minha sogra que nos visita sem aviso prévio sempre quando lhe dá na telha.
- Ei tiozinho! Se não for passar a catraca, dá licença pro pessoal. Faça o favor. – disse o cobrador do ônibus trazendo-me de volta para a realidade.
- Ah! Claro, me desculpe!
Paguei com dinheiro, peguei as moedas de troco, guardei a carteira no paletó e procurei um banco vazio próximo dela. Eu deveria me sentir um cafajeste. Essa menina deve ter apenas uns dois anos a mais que minha filha mais velha, mas e daí. Ela sorriu para mim! Pelo visto, um casamento de tantos anos não foi capaz de arruinar a minha simpatia. Rapidamente faço uma análise do ônibus e percebo que existem apenas dois lugares livres. Um fica lá no fundo, perto da porta, mas esse está fora de cogitação. É distante demais para estabelecer qualquer tipo de comunicação. O outro é ao lado dela. Talvez seja próximo demais, poderia denunciar a minha intenção.
- Ô tiozinho! Se não vai sentar, pelo menos libera a passagem pra nós.
- Ah! Claro, me desculpe!
Não tive outra opção. Percebi que ela observava a cena. Fiquei vermelho, como acontece invariavelmente nesse tipo de situação desde que me entendo por gente. Preferi sentar ao lado dela, que estava na janela, do que dar esse privilégio para um desconhecido. Coloquei a pasta sobre o colo, abri, retirei um processo para ler durante a viagem, coloquei meu fone de ouvido e preguei os olhos na papelada. Percebi que ela demonstrava algum interesse pelas minhas folhas. Duvido que tenha conseguindo ler alguma coisa com o ônibus balançando daquele jeito. Uma ótima oportunidade para me mostrar interessante. Sou muito mais inteligente do que simpático e inteligência atrai as mulheres. Já ouvi isso delas diversas vezes, e pude desfrutar bastante da veracidade desse fato. Porque uma menina com esse estilo estaria interessada em papeladas de processos? Será que ela é estudante de direito? Com esse monte de ferro na cara ela nunca vai conseguir um emprego nessa área, mas vai saber. O mundo muda muito rápido. Tudo é tão moderno. Tanto é verdade que nada impede um homem de quarenta e tantos anos, flertar com uma menina de vinte e poucos. Se os artistas de TV podem fazer isso, o que me impediria, certo? Além do mais estamos apenas começando alguma coisa. Nem aconteceu nada ainda, mas se eu me conheço bem, não creio que vá demorar muito para estabelecermos uma comunicação mais eficiente.
- Ei, tiozinho! Acorda! Eu preciso descer. Dá licença, por favor?
- Ah! Claro, me desculpe!
- Ei tiozinho! Se não for passar a catraca, dá licença pro pessoal. Faça o favor. – disse o cobrador do ônibus trazendo-me de volta para a realidade.
- Ah! Claro, me desculpe!
Paguei com dinheiro, peguei as moedas de troco, guardei a carteira no paletó e procurei um banco vazio próximo dela. Eu deveria me sentir um cafajeste. Essa menina deve ter apenas uns dois anos a mais que minha filha mais velha, mas e daí. Ela sorriu para mim! Pelo visto, um casamento de tantos anos não foi capaz de arruinar a minha simpatia. Rapidamente faço uma análise do ônibus e percebo que existem apenas dois lugares livres. Um fica lá no fundo, perto da porta, mas esse está fora de cogitação. É distante demais para estabelecer qualquer tipo de comunicação. O outro é ao lado dela. Talvez seja próximo demais, poderia denunciar a minha intenção.
- Ô tiozinho! Se não vai sentar, pelo menos libera a passagem pra nós.
- Ah! Claro, me desculpe!
Não tive outra opção. Percebi que ela observava a cena. Fiquei vermelho, como acontece invariavelmente nesse tipo de situação desde que me entendo por gente. Preferi sentar ao lado dela, que estava na janela, do que dar esse privilégio para um desconhecido. Coloquei a pasta sobre o colo, abri, retirei um processo para ler durante a viagem, coloquei meu fone de ouvido e preguei os olhos na papelada. Percebi que ela demonstrava algum interesse pelas minhas folhas. Duvido que tenha conseguindo ler alguma coisa com o ônibus balançando daquele jeito. Uma ótima oportunidade para me mostrar interessante. Sou muito mais inteligente do que simpático e inteligência atrai as mulheres. Já ouvi isso delas diversas vezes, e pude desfrutar bastante da veracidade desse fato. Porque uma menina com esse estilo estaria interessada em papeladas de processos? Será que ela é estudante de direito? Com esse monte de ferro na cara ela nunca vai conseguir um emprego nessa área, mas vai saber. O mundo muda muito rápido. Tudo é tão moderno. Tanto é verdade que nada impede um homem de quarenta e tantos anos, flertar com uma menina de vinte e poucos. Se os artistas de TV podem fazer isso, o que me impediria, certo? Além do mais estamos apenas começando alguma coisa. Nem aconteceu nada ainda, mas se eu me conheço bem, não creio que vá demorar muito para estabelecermos uma comunicação mais eficiente.
- Ei, tiozinho! Acorda! Eu preciso descer. Dá licença, por favor?
- Ah! Claro, me desculpe!
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Minhas letras
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Ótimas notícias
Olá pessoal.
Sei que as xícaras estão se tornando cada vez mais esporádicas, mas isso pode dar um gostinho melhor para elas daqui pra frente. É aquela velha história da qualidade versus quantidade. Não tenho mais tanto tempo para servir xícaras bacanas com tanta frequência, portanto prefiro servir de vez em quando e com a mesma qualidade do que postar besteirol.
Enfim.. não vim aqui para falar nada disso! Na verdade quero dar uma ótima notícia para vocês.
Lembram do Festival Internacional de Curta Metragem de São Paulo? Aquele que eu inscrevi o meu primeiro curta metragem no ano passado, mas o vídeo não se classificou para a mostra (com muita razão, diga-se de passagem). Então... esse festival possui algumas atividades que são desenvolvidas em paralelo às exibições dos filmes. Uma dessas atividades se chama 'Crítica Curta', que é uma espécie de oficina para estimular a produção de críticas de cinema.
Todos os anos, na festa de encerramento do festival, é distribuído um jornal com críticas dos filmes exibidos durante a mostra. O 'tablóide' é editado pelo crítico Sérgio Rizzo e os textos são elaborados pelos participantes da oficina. Como tenho muito interesse pelo assunto, me inscrevi para participar dessa atividade com uma crítica do curta 'Território Vermelho' do Kiko Goifman (já servi essa xícara há algumas semanas) .
Pois é, acabo de ser avisado que faço parte do time de 28 selecionados. Levando em consideração que fui lido pelo Sérgio, e que fui um dos 11 escolhidos dentre mais de 60 pessoas que compareceram às exibições abertas, posso dizer que estou um tanto quanto feliz.
Gostaria de compartilhar essa felicidade com vocês!
Skravuska!!
(preciso inventar um borão só meu, ao invés de copiar da propaganda da NET)
Sei que as xícaras estão se tornando cada vez mais esporádicas, mas isso pode dar um gostinho melhor para elas daqui pra frente. É aquela velha história da qualidade versus quantidade. Não tenho mais tanto tempo para servir xícaras bacanas com tanta frequência, portanto prefiro servir de vez em quando e com a mesma qualidade do que postar besteirol.
Enfim.. não vim aqui para falar nada disso! Na verdade quero dar uma ótima notícia para vocês.
Lembram do Festival Internacional de Curta Metragem de São Paulo? Aquele que eu inscrevi o meu primeiro curta metragem no ano passado, mas o vídeo não se classificou para a mostra (com muita razão, diga-se de passagem). Então... esse festival possui algumas atividades que são desenvolvidas em paralelo às exibições dos filmes. Uma dessas atividades se chama 'Crítica Curta', que é uma espécie de oficina para estimular a produção de críticas de cinema.
Todos os anos, na festa de encerramento do festival, é distribuído um jornal com críticas dos filmes exibidos durante a mostra. O 'tablóide' é editado pelo crítico Sérgio Rizzo e os textos são elaborados pelos participantes da oficina. Como tenho muito interesse pelo assunto, me inscrevi para participar dessa atividade com uma crítica do curta 'Território Vermelho' do Kiko Goifman (já servi essa xícara há algumas semanas) .
Pois é, acabo de ser avisado que faço parte do time de 28 selecionados. Levando em consideração que fui lido pelo Sérgio, e que fui um dos 11 escolhidos dentre mais de 60 pessoas que compareceram às exibições abertas, posso dizer que estou um tanto quanto feliz.
Gostaria de compartilhar essa felicidade com vocês!
Skravuska!!
(preciso inventar um borão só meu, ao invés de copiar da propaganda da NET)
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Geral
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Salvo pela gripe!
A caminho do trabalho nessa segunda feira chuvosa, não pude deixar de pensar que não conseguirei me livrar tão rapidamente da gripe que me pegou no final de semana. Fazia tempo que eu não gripava. Faz tanto tempo que nem me lembro exatamente quando foi a última. Sei que numa das vezes, na adolescência, não consegui resistir aos chamados dos meus amigos e resolvi sair numa sexta-feira a noite. E quando já era lá pelas tantas, eu estava com a garganta bem fechada, cheia de catarro, cuspindo grotescos pedaços de uma gosma verde que parecia até ter vida própria. Foi quando meu amigo resolveu dar um ultimato na solidão. Haviam duas garotas, uma delas nem era tão bonita, a outra era horrível. Como não queria beijar ninguém mesmo, resolvi fazer a ‘preza’ pro camarada conseguir pegar a menos feia e não terminar a noite no zero a zero, ou no cinco contra um. Fomos ao encontro das garotas, puxamos um assunto, pedimos uma bebida e ficamos conversando. Com toda a estratégia organizada, eu já havia previsto o momento em que deveria sair pela tangente para não acabar numa saia justa, e tinha até uma carta na manga! Uma mesa acabara de ficar livre. O amigo sentou do lado da menos feia, eu do lado da horrível. As meninas estavam cada vez mais sorridentes e comunicativas. Percebi que o diálogo do camarada já estava fluindo legal com o rascunho do capeta, chegou o momento de eu me livrar do desenho completo. O resto dos amigos estava numa mesa ao lado. Pedi licença às criaturas e fui ao banheiro. Na volta provoquei os caras da outra mesa que me chamaram. Meu plano deu certo, era o momento da fuga. Caminhei até eles carregando a sensação de dever cumprido. Puxei a cadeira já articulando as primeiras palavras para sacanear aquele beijoqueiro de rascunho. Na hora de pronunciar, percebo que ao meu lado está o demônio em pessoa. Ela me seguiu até a outra mesa! Putz. É hora do plano B, da saída pela tangente. Saquei do bolso interno da blusa o meu lenço de pano, que já estava até meio molhado. Dei uma bela assoada no nariz! Daquelas que recheiam o lenço. Olhei para o lado, procurando uma cara de nojo, de asco, e encontrei o trabuco sorrindo. É nessas horas em que nada do que planejamos dá certo, em que até mesmo o plano B não funciona, é que praticamos atitudes desesperadas. Muito nervoso com a idéia daquele demônio me bolinar, resolvi pedir socorro ao super-herói, que usará seus poderes de alienígena para espantar esse inimigo. Somente ele é que poderia me salvar, e eu recorri à sua ajuda. Duas nobres tossidas foram o suficiente para reunir uma quantidade de catarro capaz de causar asco ao mais sujo dos porcos. Depois de despejar o troço todo no chão, próximo aos pés dela, consegui provocar mais do que nojo. Era, realmente, a mais expressiva cara de cú que eu já havia visto até então. Só me restou dizer, desculpe, essa gripe que não me larga! Ela sentou ao lado da amiga na outra mesa e passou a segurar vela. Eu fiquei ali tentando equilibrar a balança do meu juízo, ponderando que a boa ação que eu acabara de fazer para meu amigo, possivelmente, pesava mais do que a má ação que pratiquei para espantar a menina. Sei lá, só sei que não quero mais ficar gripado!
Sabores:
Minhas letras
domingo, 19 de julho de 2009
Teatro: Ah! Se o Anacleto soubesse
Essa xícara de hoje é para a galera que curte teatro! E para os que não gostam também. Afinal de contas, os que não curtem o fazem provavelmente por dois motivos: Ou nunca tiveram interesse pelas artes cênicas, o que é lamentável, ou ostentam preconceitos infundados protegidos por reles desculpas esfarrapadas: “Não vou ao teatro porque é caro!”. Ah vá! Caro nada! Isso é chavão, frase pronta, desculpa padrão. Falo isso porque é sempre importante abrir a mente para coisaas novas e valorizar mais a produção cultural nacional.
Fiz esse preâmbulo para indicar uma peça que estará em cartaz dia 06 de Agosto, com direção de um grande amigo: “Ah, se o Anacleto soubesse”, dirigida por Paulo Cardoso e escrita por Paulo Orlando. É uma divertida comédia de uma hora de duração por apenas R$ 15,00. Estará em cartaz em única apresentação no Teatro Bibi Ferreira, lá na Brigadeiro Luis Antonio, 931, dia 06 de Agosto. Fica na Bela Vista, local super fácil de chegar.
O Paulo Cardoso é um experiente ator e diretor e já protagonizou algumas novelas globais. Ele também participou do curta que produzi no começo do ano passado, A morte do Toquinho. Pra quem conhece o vídeo, o Paulo é o jardineiro e durante a produção do curta deu preciosos conselhos para a direção de cena.
Não percam a peça dirigida por Paulo Cardoso. “Ah! Se o Anacleto soubesse” no Teatro Bibi Ferreira em única apresentação dia 06 de Agosto, quinta-feira.
Abaixo a sinopse e o flyer da peça.
Boa diversão!
Sinopse:
A peça “Ah se o Anacleto Soubesse” uma comédia de repertório, foi escrita em 1.931, depois adaptado para a década de sessenta e setenta, no auge do Circo-Teatro. A história prende a atenção do público pelo acúmulo de situações geradas pelo fato de a personagem Anacleto, homem submisso, que encontra em Tobias, seu melhor amigo, a oportunidade de dar suas “escapadas”, cair na farra num sábado, dia em que os “brotos” estão soltos. Anacleto, um velho excêntrico, chefe de família, torna-se capacho de uma esposa dominadora. Oprimido por essa situação busca uma fuga para a liberdade, principalmente quando ouve histórias de farras noturnas que seu amigo Tobias conta, levando-o a delirar de ansiedade. Uma trama é elaborada por Tobias, e Anacleto realiza seu grande sonho. Portanto o estopim da trama esta aceso, preste a estourar, quando, escondido Anacleto e Tobias ouve a conversa de sua esposa, que afirma querer ser casada com um homem audacioso, e dominador.
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Vídeos: A evolução do break
Fiz esse preâmbulo para indicar uma peça que estará em cartaz dia 06 de Agosto, com direção de um grande amigo: “Ah, se o Anacleto soubesse”, dirigida por Paulo Cardoso e escrita por Paulo Orlando. É uma divertida comédia de uma hora de duração por apenas R$ 15,00. Estará em cartaz em única apresentação no Teatro Bibi Ferreira, lá na Brigadeiro Luis Antonio, 931, dia 06 de Agosto. Fica na Bela Vista, local super fácil de chegar.
O Paulo Cardoso é um experiente ator e diretor e já protagonizou algumas novelas globais. Ele também participou do curta que produzi no começo do ano passado, A morte do Toquinho. Pra quem conhece o vídeo, o Paulo é o jardineiro e durante a produção do curta deu preciosos conselhos para a direção de cena.
Não percam a peça dirigida por Paulo Cardoso. “Ah! Se o Anacleto soubesse” no Teatro Bibi Ferreira em única apresentação dia 06 de Agosto, quinta-feira.
Abaixo a sinopse e o flyer da peça.
Boa diversão!
Sinopse:A peça “Ah se o Anacleto Soubesse” uma comédia de repertório, foi escrita em 1.931, depois adaptado para a década de sessenta e setenta, no auge do Circo-Teatro. A história prende a atenção do público pelo acúmulo de situações geradas pelo fato de a personagem Anacleto, homem submisso, que encontra em Tobias, seu melhor amigo, a oportunidade de dar suas “escapadas”, cair na farra num sábado, dia em que os “brotos” estão soltos. Anacleto, um velho excêntrico, chefe de família, torna-se capacho de uma esposa dominadora. Oprimido por essa situação busca uma fuga para a liberdade, principalmente quando ouve histórias de farras noturnas que seu amigo Tobias conta, levando-o a delirar de ansiedade. Uma trama é elaborada por Tobias, e Anacleto realiza seu grande sonho. Portanto o estopim da trama esta aceso, preste a estourar, quando, escondido Anacleto e Tobias ouve a conversa de sua esposa, que afirma querer ser casada com um homem audacioso, e dominador.
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Teatro
sábado, 18 de julho de 2009
Filtro solar
Há algum tempo atrás eu havia recebido esse vídeo por e-mail e achei impressionante. Produzido com cenas retiradas dos bancos de imagem da agência de publicidade DM9DDB, o 'Filtro Solar' é um vídeo bem famoso que rodou bastante pela internet. A versão em português possui a narração do Pedro Bial, mas resolvi postar aqui o original em inglês e com legendas. Nada contra o Bial, enfim..
O texto é simplesmente ótimo e possui uma bela mensagem a respeito da vida e da felicidade. Não vou ficar com muito blá, blá, blá, pois o vídeo já fala tudo por si só. Boa degustação para vocês!
O texto é simplesmente ótimo e possui uma bela mensagem a respeito da vida e da felicidade. Não vou ficar com muito blá, blá, blá, pois o vídeo já fala tudo por si só. Boa degustação para vocês!
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Vídeos
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Um copo de cólera, Raduan Nassar
Cada vez que leio um livro procuro absorver alguma coisa dele além da história que está me contando. Como tenho um grande interesse por esse lance todo de literatura e de contar histórias, quanto mais referências eu tiver nessa área mais ferramentas poderei utilizar para desenvolver minhas narrativas. Não digo isso no sentido de que meu objetivo seja o de imitar estilos de autores consagrados, mas sim de aprender com seus acertos. O texto de Raduan Nassar me impressionou pela densidade que possui.
Cada palavra contida em ‘Um copo de cólera’ é sabiamente utilizada e posicionada no texto. A narrativa corrente, que dispensa os parágrafos e emprega um fluxo de idéias bastante intenso, nos remete imediatamente ao estilo de literatura de Saramago. Contudo os autores estão longe de serem iguais. Enquanto o escritor português avança nas suposições fantásticas, o paulista transforma atos simples em cenas repletas de detalhes e significados.
Usando o personagem principal como narrador até o penúltimo capítulo, temos a sensação de entrar na mente de um homem bastante inteligente e perturbado ao mesmo tempo. O livro relata a briga de um casal após uma noite de amor. A cena de sexo é rica em detalhes. Raduan soube descrever a relação sem precisar apelar para a facilidade de metáforas baratas ou palavras explícitas. Realmente interessante. Destaco aqui o trecho selecionado pelo editor para ocupar a contra capa do livro:
“... e estava assim na janela, quando ela veio por trás e se enroscou de novo em mim, passando desenvolta a corda dos braços pelo meu pescoço, mas eu com jeito, usando de leve os cotovelos, amassando um pouco seus firmes seios, acabei dividindo com ela a prisão a que estava sujeito, e, lado a lado, entrelaçadsos, os dois passamos, aos poucos, a trançar os passos, e foi assim que fomos diretamente pro chuveiro.”
Essa obra se tornou filme em 1999, dirigido por Aluízio Abranches e estrelado por Alexandre Borges e Julia Lemmertz. Livro pequeno, instigante, denso e que tem muito a ensinar para quem pretende contar suas próprias histórias.
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Filmes: Ensaio sobre a cegueira (Blindness)
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Livros e Letras: Xícaras Vizinhas nº 03 - O pessimismo de uma mulher que já não sabe mais nada.
Livros e Letras: Xícaras Vizinhas nº 02 - Mulher por um dia, sem a camisa do Corinthians
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“... e estava assim na janela, quando ela veio por trás e se enroscou de novo em mim, passando desenvolta a corda dos braços pelo meu pescoço, mas eu com jeito, usando de leve os cotovelos, amassando um pouco seus firmes seios, acabei dividindo com ela a prisão a que estava sujeito, e, lado a lado, entrelaçadsos, os dois passamos, aos poucos, a trançar os passos, e foi assim que fomos diretamente pro chuveiro.”
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terça-feira, 7 de julho de 2009
Ensaio sobre a Lucidez, José Saramago
Lembro-me de que a primeira coisa que li de José Saramago foi um conto chamado ‘O conto da ilha desconhecida’. Procurei o material por influência do meu irmão, que estava terminando o ‘O evangelho segundo Jesus Cristo’. Quando me deparei com o estilo de escrita de José achei aquilo muito estranho e só li até o final porque o conto era pequeno. Ainda bem que aquelas poucas páginas foram o suficiente para derrubar um preconceito infundado e me cativar.
Gosto muito do estilo de escrita do Saramago. A narrativa corrente com parágrafos gigantescos e pontuação anormal o retira detrás do púlpito no qual muitos autores procuram se proteger e o coloca ao lado do leitor, como se fosse um sábio avô que conta histórias para seus netinhos. Saramago não se apodera exclusivamente das propriedades semióticas da palavra escrita, sua literatura utiliza sabiamente uma fluência de idéias típicas dos textos falados.
O livro dele que acabo de ler se chama ‘Ensaio sobre a lucidez’. Não vou discorrer muito a respeito da história e seus pormenores. Me limito a dizer que nessa obra, Saramago questiona a eficiência do sistema democrático ao fazer com que os cidadãos de uma determinada capital se dirijam massivamente às urnas para votar em branco. Perplexo com o resultado, o governo anula as eleições e convoca novamente os eleitores às urnas e dessa vez eles repetem o feito de modo muito eficiente, reunindo mais de oitenta por cento de votos em branco.
O que vem a seguir é uma série de atitudes precipitadas e inconseqüentes daqueles que controlam o poder e 'representam' os interesses do povo. Nessa capital infectada por um surto de lucidez, Saramago cria algumas situações de conflito iminente, que nunca se concretizam por conta das atitudes sóbrias tomadas voluntariamente pelos utópicos cidadãos.
‘Ensaio sobre a lucidez’ flerta com outra obra do autor, ‘Ensaio sobre a cegueira’, que se tornou longa metragem dirigido por Fernando Meirelles em 2008. O sóbrio romance se passa na capital do país que foi infectado pelo enigmático surto de cegueira branca. Alguns personagens daquela primeira história se tornam decisivos nessa segunda e ajudam a construir o detalhado retrato que Saramago faz da atual democracia. Leitura extremamente recomendada!
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Gosto muito do estilo de escrita do Saramago. A narrativa corrente com parágrafos gigantescos e pontuação anormal o retira detrás do púlpito no qual muitos autores procuram se proteger e o coloca ao lado do leitor, como se fosse um sábio avô que conta histórias para seus netinhos. Saramago não se apodera exclusivamente das propriedades semióticas da palavra escrita, sua literatura utiliza sabiamente uma fluência de idéias típicas dos textos falados.O livro dele que acabo de ler se chama ‘Ensaio sobre a lucidez’. Não vou discorrer muito a respeito da história e seus pormenores. Me limito a dizer que nessa obra, Saramago questiona a eficiência do sistema democrático ao fazer com que os cidadãos de uma determinada capital se dirijam massivamente às urnas para votar em branco. Perplexo com o resultado, o governo anula as eleições e convoca novamente os eleitores às urnas e dessa vez eles repetem o feito de modo muito eficiente, reunindo mais de oitenta por cento de votos em branco.
O que vem a seguir é uma série de atitudes precipitadas e inconseqüentes daqueles que controlam o poder e 'representam' os interesses do povo. Nessa capital infectada por um surto de lucidez, Saramago cria algumas situações de conflito iminente, que nunca se concretizam por conta das atitudes sóbrias tomadas voluntariamente pelos utópicos cidadãos.‘Ensaio sobre a lucidez’ flerta com outra obra do autor, ‘Ensaio sobre a cegueira’, que se tornou longa metragem dirigido por Fernando Meirelles em 2008. O sóbrio romance se passa na capital do país que foi infectado pelo enigmático surto de cegueira branca. Alguns personagens daquela primeira história se tornam decisivos nessa segunda e ajudam a construir o detalhado retrato que Saramago faz da atual democracia. Leitura extremamente recomendada!
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sexta-feira, 3 de julho de 2009
Top 100 do TopBlog
Graças a vocês o Chá de Cuca está entre os 100 blogs mais votados no TopBlog, na categoria cultura. Portanto eu agradeço aos que votaram e aos que não votaram também, afinal a simples presença de vocês por aqui já me deixa feliz.
Mas se quiserem me deixar mais feliz ainda, (se é que eu mereço) continuem votando no Chá de Cuca na segunda fase do concurso. Conto com a colaboração de vocês!
Valeu galera!
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